O jogo das aparências e as armadilhas do Discurso das Centrais Sindicais sobre os Planos de Qualificação

Nome: RUTELÉIA CÂNDIDA DE SOUZA SILVA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/05/2009

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
MARIA BEATRIZ LIMA HERKENHOFF Examinador Interno
REINALDO ANTONIO CARCANHOLO Orientador
VALÉRIA FERREIRA SANTOS DE ALMADA LIMA Examinador Externo

Resumo: Este estudo tem como objetivo identificar em que medida o discurso emitido pelas Centrais Sindicais em torno das políticas de qualificação profissional consubstanciadas no PLANFOR e no PNQ se aproxima ou se distancia do ideário racionalmente planejado pelo Estado e pelo capital. No terreno dos elementos que condicionam a formulação dessas políticas, a participação dos movimentos sindicais na gestão e execução desses Planos resulta em um novo marco para a realização de políticas públicas e, portanto, em uma nova institucionalidade para a formação profissional. Ao assumir essa nova institucionalidade baseado num modelo paritário e tripartite que inclui trabalhadores, empresários e governo , esses Planos participam de um projeto mais amplo que visa à inserção do país à lógica do grande capital. Tendo como elemento-chave essa diretriz analítica, este estudo ao mesmo tempo em que apresenta um breve resgate histórico do mercado de trabalho brasileiro, reconstrói o processo de constituição e formação do sindicalismo no país, considerando seus vínculos com o aparelho estatal e com a lógica do capital. As análises recaem ainda sobre os elementos de natureza conceitual do PLANFOR e do PNQ, dando atenção especial à análise das similaridades e divergências entre os dois Planos. São esses diferentes recortes temáticos que fornecem substratos teóricos e analíticos necessários à sistematização do discurso emitido pelas Centrais Sindicais aqui representadas pela CUT, Força Sindical e CGTB. Mas para além da reconstrução histórica do objeto de estudo, o desafio que se impõe é ultrapassar o plano da imediaticidade, apresentando, com rigor crítico, as práticas que neutralizam o exercício do poder político dos trabalhadores e que aprimoram e intensificam a exploração do capital sobre o trabalho.

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