ANTIPROIBICIONISMO E ANTIRRACISMO NO BRASIL: DIMENSÕES DA PRÁXIS TRANSFORMADORA

Nome: ALESSANDRA CRISTINA SANTOS FERREIRA

Data de publicação: 30/01/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DANIELLA BORGES RIBEIRO Examinador Externo
FABIOLA XAVIER LEAL Examinador Interno
MARIA LUCIA TEIXEIRA GARCIA Examinador Interno

Resumo: A pesquisa consiste na análise da relação entre antiproibicionismo e antirracismo no Brasil a partir do pressuposto de que o proibicionismo das drogas, neste território, articula-se historicamente ao racismo como mecanismo de controle estatal, criminalização e inferiorização da população negra, constituindo um importante elemento para a reprodução do
capitalismo dependente brasileiro e operando na dinamização das particulares funcionais à efetivação da superexploração da força de trabalho no país. São analisadas a formação social brasileira e a Luta Antiproibicionista em suas aproximações e distanciamentos da luta Antirracista. A análise parte da formação social brasileira com enfoque no período de transição do trabalho escravizado ao trabalho livre assalariado, com destaque nas rupturas e continuidades do modo de produção escravista no atual estágio do capitalismo dependente brasileiro. As reflexões a partir do Movimento Antiproibicionista no Brasil e sua relação com o Antirracismo se dão com enfoque entre os anos mais recentes (2000 a 2025), considerando os elementos presentes nos debates de outras autorias. O objetivo da pesquisa é apreender a relação entre Antirracismo e Antiproibicionismo no Brasil, visando o apontamento de elementos teóricos que subsidiem essa mediação para o seu fortalecimento. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental de natureza qualitativa, fundamentada no método materialista histórico-dialético e na perspectiva moureana, articulada à reflexão crítica sobre a inserção da autora em espaços de militância e organização política. O estudo dialoga com a tradição marxista, com autoras/es que discutem a formação social brasileira e o campo crítico
da política de drogas. A análise se volta para o fortalecimento da ética e da organização política Antiproibicionistas. Os resultados evidenciam a indissociabilidade entre Antiproibicionismo e Antirracismo no contexto da formação social brasileira, considerando os como dimensões de uma práxis transformadora. Conclui-se que o fortalecimento do movimento Antiproibicionista brasileiro exige sua articulação orgânica à luta Antirracista e a um projeto político de classe, capaz de enfrentar as determinações estruturais do capitalismo dependente brasileiro e de afirmar o Antiproibicionismo como ética, como prática antirracista e como elemento constitutivo do horizonte de transformação social.

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